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Estrutura e conteúdo » Sessão 1

Inovação em Portugal: Uma Introdução á análise da Influência das Dinâmicas de Mudança Tecnológica

Professor Manuel Heitor
7 de Março de 2005

Sumário

A primeira sessão do seminários sobre inovação tem como objectivo introduzir os alunos ao contexto das dinâmicas internacionais de mudança tecnológica e económica sobre a inovação em Portugal.   O tema da sessão enquadra-se conceptualmente numa visão sistémica do papel da inovação, em que a questão central diz respeito à partilha e difusão de conhecimento, devendo os esforços de análise ser canalizados com vista à compreensão das condições que determinam processos de aprendizagem.   A aprendizagem, neste contexto, reflecte a ideia de criação e difusão sustentável de conhecimento. O conceito de inovação adoptado inclui o modo como as empresas e os empreendedores criam valor explorando a mudança. A mudança pode ser associada a avanços tecnológicos, mas também a modificações no contexto regulatório de uma indústria, a mudanças nas preferências dos consumidores, a mudanças da composição demográfica, ou, até mesmo, a grandes mudanças da geopolítica global.   Seleccionar uma tão ambiciosa definição de inovação apresenta desafios importantes.   Em primeiro lugar, requer uma análise de questões económicas, sociais e políticas, as quais vão para além do âmbito deste trabalho.   Desta forma,   tentámos debater tendências importantes que apresentem possibilidades de influenciar as condições em que as empresas portuguesas operam e, consequentemente, determinem condições e oportunidades de inovar.   A escolha de uma tão ambiciosa definição de inovação limita igualmente o âmbito de apresentação de soluções e recomendações claras no sentido de promover a capacidade inovativa de Portugal.   Neste contexto, o nosso objectivo consiste em abordar questões devidamente seleccionadas de forma a contribuir para um melhor conhecimento e consciencialização de alguns pontos fracos e potencias pontos fortes do sistema português de inovação.

Questionemos, por exemplo, alguns dos casos de inovação que se tornaram obrigatórios de referência no contexto nacional, muitos dos quais contextualizados social e economicamente durante a exposição "Engenho e Obra" exibida em Lisboa em 2003. Teremos naturalmente de começar por questionar o que levou ao sucesso da Via Verde como inovação de um conceito de pagamento para melhoria da gestão das auto-estradas, utilizando tecnologias já existentes, mas aplicadas de forma inovadora. Também, os telemóveis "prontos a falar", sem assinatura mensal, com cartão pré-activado. Mas porque não, os veículos ferroviários associado à história das oficinas da Amadora da ex-Sorefame, sendo de referir em particular a área das caixas e do comportamento dos veículos ao choque frontal, com sistemas que resultaram num dos sete projectos seleccionados pela Comissão Europeia para a atribuição do Prémio Descarte em 2000. Também, com certeza, a sofisticação da produção de moldes, e a integração progressiva de novas tecnologias no sector, incluindo formas de engenharia inversa, processos de prototipagem rápida, tecnologias assistidas por laser, e ambientes emersivos ou virtuais, que nos pode levar a questionar sobre as condições para novas abordagens para o desenvolvimento de produto. E, naturalmente, o desenvolvimento de equipamentos e sistemas inovadores nas áreas funcionais das empresas de calçado, os quais são hoje reconhecidos internacionalmente, sobretudo através das máquinas de corte de couro por jacto de água. Mas também, o reforço estratégico da área de cortiça com borracha, após o sucesso inequívoco das rolhas de cortiça portuguesas. E também com certeza, os esforços na área de robótica marinha com aplicações práticas nos campos da biologia marinha, geologia e oceanografia, sendo de realçar as missões na região dos Açores através da implementação de algoritmos avançados para o processamento de sinais acústicos, o desenvolvimento de sistemas de visão para a reconstrução e classificação do ambiente, e a operação de plataformas autónomas no oceano. E, para terminar com algo que todos sabemos bem usar, a rede multibanco e o acesso a serviços bancários à distância.

Como em muitas outras temáticas, talvez seja útil começar por perceber os referenciais de análise em que se estabeleceram e têm afirmado todas estas inovações. Referimo-nos ás dimensões críticas que condicionam processos de mudança, que naturalmente tenham impacto no tal desenvolvimento social e económico que começámos por mencionar. Referimo-nos portanto ao tempo , ao espaço , ao âmbito , mas também aos valores para os quais temos de compreender a forma de educar os nossos filhos e afirmar a competitividade das nossas empresas e instituições.

  • "Inovação em Portugal: Uma Introdução á análise da Influência das Dinâmicas de Mudança Tecnológica"
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  • "Uma interpretação sobre a influência das dinâmicas de mudança tecnológica na inovação em Portugal"
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  • "Inovação: Uma Introdução às dinâmicas de mudança tecnológica"
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Professor Manuel Heitor
Instituto Superior técnico
Centro de Estudos em Inovação, Tecnologia e Políticas de Desenvolvimento, IN+
www.in3.dem.ist.utl.pt ; mheitor@ist.utl.pt